O Grupo de percussão Uh-Batuk-Erê, formado por estudantes de escolas públicas da cidade de São Paulo, é um exemplo de como o trabalho de articulação entre escola e comunidade pode gerar frutos e contribuir para a construção da cidadania ativa
Diagnóstico inicial para construção do trabalho:
- Público da escola como comunidade: sofre com situações de uma área de risco, vulnerabilidade de jovens, infraestruturas de casas precárias, ocupação irregular.
- Alunos: dificuldade para se colocar, manifestar opiniões, baixa autoestima, dificuldade para colocar-se ativamente diante de situações de ensino e aprendizagem, distorção da identidade (descendência afroindígena).
Síntomas: situações de preconceito dentro da sala de aula.
OBJETIVO: "Não queríamos mais os conflitos."
Estratégia: ação que pudesse garantir maior autonomia.
Ação Uh‐Batuk‐Erê: tem o papel de buscar com os alunos e comunidade um diálogo que pudesse, através das relações socioculturais, identidade, de territórios, de tradições, dar um passo de melhora na qualidade de vida.
Método: caminho pela arte (sensibilizar).
Frentes de ação
- encontros de formação;
- oficinas: percussão, dança, capoeira, oralidade, artesanato;
- fóruns comunitários (demandas da comunidade: a escola assumiu como responsabilidade e deu encaminhamento);
- trilhas culturais (experiência, vivência) e trilhas de observação do entorno;
- apresentações internas (fortalecimento do grupo) e externas (levar essa ideia para outras comunidade): protagonismo.
Conquista locais: o reconhecimento da escola como referência (Centro de Referência de Cultura Afro-Indígena).
Conquista âmbito municipal: menção honrosa.
Conquista âmbito estadual: menção honrosa.
Conquista âmbito federal: apresentação na FUNARTE.
A grande inovação do projeto: diálogo permanente entre ação - emoção - ação. Relação permanente de rupturas.
Uma certeza: Algo deve ser ser mudado. Algo deve permanecer.
Resultados: melhora no comportamento que tornou-se mais atuante e postura mais ativa no processo de ensino e aprendizagem e a diminuição dos preconceitos.
A comunidade que estava isolada, passa a ter e manifestar opinião.
Conclusão: a escola tem um papel de responsabilidade comunitária (os fóruns como espaço de discussão).
BLOG
UH-BATUK-ERÊ
"Em setembro de 2005, organizou-se na EMEF Profª Esmeralda Salles Pereira Ramos, escola localizada na zona Norte da cidade de São Paulo, o grupo de percussão e dança “Uh-Batuk-Erê”. O objetivo é desenvolver um projeto integrador que facilite a compreensão e a habilidade de lidar com a diversidade das relações sociais e culturais, tendo como protagonistas os atores que compõem o espaço-escola num processo educacional não excludente. Também, articular as comunidades escolar e do entorno, levando nossas experiências com o projeto, tornando-o referência comunitária de cultura afro-indígena brasileira."____
Nenhum comentário:
Postar um comentário